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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Associações se unem no apoio à Padronização de Medidas de Corpo


 
A ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), que congrega os grandes redes varejistas de vestuário, está contribuindo com a elaboração de padrões que representem as diversas medidas de corpo humano, com abrangência em território nacional.
Devido à grande diversidade de nossa população e das próprias diferenças de uma pessoa para outra, é normal que existam diferenças no vestir. Com as normas, os confeccionistas e os varejistas que adotarem estes padrões de medidas de corpo em seus desenvolvimentos terão mais chances de atender a seu público, o que representará um grande passo em direção à qualidade.
Um grupo de trabalho interno da ABVTEX, denominado  GT - Padronização de Medidas de Corpo – Qualidade, vem atuando desde 2011 para municiar de forma colaborativa  o Comitê Brasileiro de Têxteis e Vestuário, designado CB17, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Ao realizar um balanço desta cooperação, a engenheira mestre Maria Adelina Pereira, Superintendente do  CB 17 da ABNT, ressalta os benefícios da normalização, que tem como princípios básicos a voluntariedade, a representatividade, a simplificação e o consenso. “As normas precisam do consenso para depois passarem pelo processo de consulta pública”, explica ela.
Para a representante da ABNT, a falta de parâmetros traz um problema para lojistas, fabricantes e consumidores. Os principais são: desorientação do consumidor, excesso de trocas nas lojas e de filas nos provadores, problemas no e-commerce, restrição a fornecedores com medidas similares e dificuldades do consumidor na compra de roupas.
Segundo Adelina, participam da ABNT CB 17, produtores, consumidores e neutros (escolas, centros e laboratórios de pesquisas etc). “A palavra dos consumidores veio até nós pela ABVTEX”, salienta. A entidade participa das seguintes comissões da ABNT: Comissão de Padronização de medidas do corpo humano – Vestibilidade Infantil (norma ABNT NBR 15 800); Comissão de Padronização de medidas do corpo humano – Vestibilidade Masculina ( norma ABNT NBR 16 060); Comissão de Cama, Mesa e Banho para norma de determinação de medidas (ABNT NBR 16 053).
O cronograma das comissões vem sendo cumprido. Em outubro deste ano, ocorreu a primeira reunião de roupas femininas; em novembro, haverá a revisão da NBR 15800 (medidas infantis) e, em dezembro deste ano, devem ocorrer as normas de desempenho de cama, mesa e banho.
Na visão da ABVTEX, a comunicação com os consumidores, tanto em lojas físicas, como no e-commerce e catálogos, será facilitada, a exemplo do que já ocorre em diversos outros países.
“No final os maiores beneficiados serão os próprios consumidores, os quais terão a oportunidade de fazer suas compras com maior facilidade e mais chances de acertar na escolha do tamanho de suas peças”, afirma a associação em nota. Foto: ArieldaSilvaParreira

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Empregos: setor têxtil e de confecção mostra leve melhora em setembro

A indústria têxtil e de confecção apresentou leve melhora no saldo entre contratações e demissões no mês de setembro, na comparação com  setembro do ano passado, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho, que mede os postos formais de trabalho gerados e perdidos nos setores. 
No entanto, como 2011 foi um ano atípico, considerado o pior da década para a indústria da moda, se comparado o resultado deste ano com setembro de 2010, 2009 e mesmo 2008 (ano da crise mundial), o setor ainda está gerando menos da metade das vagas que criou em igual  período em anos anteriores. “Estamos reagindo, mas devagar,  longe do forte potencial gerador  de empregos que temos” explica Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit.
O mesmo se dá no acumulado do ano: entre janeiro e setembro, osaldo positivo foi de 25.854 vagas no setor ante 21.704, no mesmo período de 2011, mas longe dos 73.816 alcançado em 2010. Ainda assim,  sinaliza uma tendência de recuperação e a continuidade no processo de formalização de postos de trabalho incentivado pela Abit.
“Nossa atividade foi uma das mais atingidas pela perda de competitividade da indústria brasileira em função do acirramento da concorrência externa, em especial da China, e do câmbio sobrevalorizado, que se somaram aos demais econhecidos ônus do Custo Brasil”, explica Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT).

“Medidas de estímulo ao crescimento adotadas pelo governo começam a fazer sutil efeito, mas ainda estamos distantes das condições ideais. Tanto assim, que os números referentes especificamente a setembro são o segundo pior resultado do saldo de empregos para o mês, desde 2008. Por isso, continuamos alertas e defendendo a criação de um regime tributário específico para a confecção”, ressalta o presidente da ABIT.

Emprego (Saldo: Admissões – Demissões)
Brasil                      Set/08   Set/09   Set/10   Set/11   Set/12
Têxtil e Confecção 10.030  10.502   8.166    1.820    4.370
Fonte: MTE/CAGED